Sandro Perozzi/AP
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Forte réplica atinge área afetada por terremoto na Itália

Número oficial de mortos pelo terremoto de segunda-feira no centro do país já chega a 235 pessoas

AP,

07 de abril de 2009 | 15h31

Uma forte réplica entre 5,5 e 5,7 graus na escala Richter atingiu a região central da Itália nesta terça-feira, 7. Na segunda, um terremoto de 5,8 graus, com epicentro na cidade de Áquila, deixou ao menos 235 mortos. Pedaços de concreto caíram de edifícios parcialmente destruídos e atrapalharam as buscas por sobreviventes.

 

Segundo a agência Ansa, a réplica danificou ainda mais a Chiesa delle Anime Sante, um dos principais prédios históricos de L'Aquila. Segundo o instituto geológico dos EUA, o novo tremor atingiu 5,6 graus na escala Richter. Sismólogos italianos avaliaram o tremor em 5,3. O terremoto aconteceu às 15h47 (horário de Brasília. Um casal que andava pelo centro da cidade se assustou enquanto levava mantimentos para amigos e familiares em um abrigo.

 

 

 

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"Quero ir para casa, quero ir para a casa", gritou a moça, enquanto fugia de um pedaço de concreto que desabou de um prédio próximo. Mais cedo, dois tremores, de 3,6 e 4,7 graus de magnitude na escala Richter, foram registrados na cidade

 

Os habitantes de Áquila se encontram em um verdadeiro estado de pânico e desespero diante da devastação da cidade e da possibilidade de um novo forte terremoto. Mais de 280 réplicas foram registradas pelos sismógrafos desde o primeiro terremoto. A defesa civil improvisou um acampamento nos arredores da cidade para atender os desabrigados. Voluntários estão distribuindo cobertores, comida e água, mas a ajuda não é suficiente para atender a todos que necessitam. Muita gente que teve que abandonar suas casas foi obrigada a dormir nos carros pois não havia tendas para todos. Durante a noite fez muito frio e a chuva persistente aumentou o desconforto.

 

As equipes de resgate, formadas por bombeiros e voluntários, trabalharam a noite toda, apesar do frio e da chuva forte. Pelo menos 5 mil pessoas trabalham na operação de resgate. "São possíveis outros tremores, por isso, há a mensagem à população para que não entre em suas casas", disse Berlusconi.

 

Segundo o premiê italiano, Silvio Berlusconi, as buscas por possíveis sobreviventes continuarão pelas próximas 48 horas, entre os quais se espera encontrar os quatro jovens desaparecidos em meio aos escombros da Casa do Estudante da capital. "Agradecemos aos países estrangeiros por sua solidariedade, mas convidamos a não enviar suas ajudas. Estamos em disposição de responder sozinhos às exigências, somos um povo valente e de bem-estar e agradeço, mas bastamos por nós mesmos", disse o primeiro-ministro, diante das demonstrações de solidariedade da comunidade internacional.

 

Muitos moradores da cidade continuaram as buscas por parentes e amigos. A maioria se concentrou no campo de atletismo da cidade para perguntar sobre o paradeiro de conhecidos, evitando perguntas dos jornalistas. Alguns dos desabrigados procuraram o hospital de campanha colocado perto do campo ou o centro de registro dos que ficaram sem casa, diante do qual há filas para verificar listas.

 

Fontes dos serviços de emergência disseram que ainda não houve a apuração definitiva dos desabrigados que dormiram nas tendas de campanha, nem se sabe quantas pessoas passaram a noite no carro. Também não se sabe quantas pessoas deixaram a cidade e foram para Pescara, a 100 quilômetros de Áquila, dormir nos hotéis do Adriático.

 

(Texto atualizado às 19h25)

 

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