França admite permanência de Kadafi na Líbia

Chanceler francês coloca como condição renúncia ao poder por parte de líder líbio

REUTERS

20 de julho de 2011 | 08h58

PARIS - Muamar Kadafi pode permanecer na Líbia se renunciar ao poder, disse na quarta-feira, 20, o chanceler da França, Alain Juppé, no que parece ser uma nova tentativa de buscar uma solução política para o conflito.

 

 

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Em entrevista à TV LCI, ele afirmou que "um dos cenários efetivamente antevistos é que ele permaneça na Líbia sob uma condição que eu repito - que ele se afaste muito claramente da vida política líbia".

"Um cessar-fogo depende de Kadafi se comprometer claramente e formalmente a entregar suas funções militares e civis", acrescentou.

Dois dirigentes rebeldes líbios devem se reunir na quarta-feira em Paris com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. A França foi o primeiro país a reconhecer formalmente os rebeldes como governo legítimo da Líbia, e o primeiro a bombardear as forças de Kadafi, ainda antes de a Otan assumir o comando dessas operações militares.

Juppé disse que a França quer "manter contato estreito" com os rebeldes e "ver como podemos ajudar".

O chanceler negou que haja negociações em andamento com Kadafi, e lembrou que a Organização das Nações Unidas se encarregou de mediar eventuais contatos. "A questão agora não é se Gaddafi vai embora, é quando e como."

"Há um lado militar e um lado político, que está progredindo, com contatos que ainda não produziram resultados, mas são coordenados pelo sr. (Abdul Elah) Al Khatib (o enviado especial da ONU para essa questão)."

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