Gonzalo Fuentes/Reuters
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França arquiva investigação de Strauss-Kahn por estupro

Decisão foi tomada após jovem recuar as acusações imputadas ao ex-diretor-gerente do FMI

Reuters

02 de outubro de 2012 | 10h14

LILLE, FRANÇA - O Ministério Público da França informou nesta terça-feira, 2, que vai arquivar a investigação a respeito das acusações de que Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor-gerente do FMI que chegou a ser visto como favorito para governar a França, teria participado de um estupro coletivo.

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Em nota, promotores disseram que a decisão foi tomada depois que uma jovem recuou as acusações imputadas a Strauss-Kahn, de 63 anos, que enfrenta outras suspeitas de crimes sexuais na França, e um processo civil pelo mesmo motivo nos EUA.

"Essa é uma decisão do bom senso", disse Richard Malka, advogado de Strauss-Kahn, a uma TV. "A luta continua".

Strauss-Kahn estava prestes a formalizar sua candidatura presidencial quando foi preso em Nova York, em maio de 2011, sob a acusação de tentar estuprar uma camareira de hotel. O processo penal foi arquivado por causa de dúvidas sobre a credibilidade da acusadora, que no entanto manteve a ação contra ele na esfera cível.

A acusação que foi arquivada na França era parte do chamado Caso Carlton, nome de um hotel de luxo em Lille (norte) onde ocorriam festas sexuais das quais Strauss-Kahn já admitiu ter participado. Os promotores tentam determinar se essas festas configuraram um estímulo ativo à prostituição, o que é crime na França.

 

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