França descarta regularização em massa de ilegais contratados

Greve de imigrantes ultrapassa uma semana; ministro diz que cada caso será examinado separadamente

Efe,

24 de abril de 2008 | 07h32

O ministro da Imigração francês, Brice Hortefeux, assegurou que não haverá "nenhuma operação de regularização em massa", em relação ao procedimento aberto para que centenas de imigrantes ilegais que trabalham com contrato no país possam pedir visto de residência.   Em entrevista publicada nesta quinta-feira, 24, pelo jornal Le Figaro, Hortefeux afirmou que a única opção para os 800 pedidos apresentados na quarta-feira pelos imigrantes interessados é "um exame caso a caso em função da realidade do contrato de trabalho, da situação do emprego em um setor em tensão ou em um departamento".   A reação do ministro francês foi motivada pela greve iniciada na terça-feira da semana passada por várias centenas de imigrantes em situação irregular em Paris e região, que trabalham especialmente em restaurantes, para reivindicar documentação, com o argumento de que têm contratos, contribuem com a Seguridade Social e até mesmo pagam impostos.   Segundo a BBC, a maioria dos imigrantes é de origem africana, muitos dos quais dizem trabalhar há vários na França e inclusive pagar impostos. Alguns afirmam que seus empregadores não só estão a par da situação, como aproveitam para pagar salários bem inferiores ao mínimo legal francês, de 8,44 euros brutos (cerca de R$ 22) por hora.   O salário de um imigrante em situação irregular pode ser tão baixo quanto 3,80 euros por hora, segundo as denúncias. Os empregadores alegam que os imigrantes utilizaram documentos falsos que atestavam uma situação regular na França. As empresas podem ter de pagar multas por terem contratado pessoas sem autorização para trabalhar no país.   Desde julho do ano passado, as empresas devem verificar junto às secretarias de Segurança Pública a autenticidade das cartas de residência de trabalhadores estrangeiros. Estimativas indicam que a grande maioria das centenas de milhares de ilegais que vivem na França exerce uma atividade profissional regular.

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