França detém 4 membros da ETA em fábrica de bombas caseira

Três homens e uma mulher usavam casa como laboratório para novos explosivos e não ofereceram resistência

Efe,

01 de setembro de 2007 | 12h23

Três homens e uma mulher, supostos membros da organização terrorista basca ETA, foram detidos esta madrugada em Cahors, perto de Toulouse, em uma casa usada como laboratório para a fabricação de explosivos, afirmam autoridades que investigam o caso. Os quatro membros da ETA estavam armados na hora em que foram detidos, mas não resistiram à Polícia Judiciária francesa. Na residência, os agentes encontraram todo tipo de material empregado para a fabricação de explosivos, como detonadores e pólvora. A revista do imóvel foi feita na presença dos quatro detidos, que serão interrogados em instalações da Polícia, segundo as fontes. O Ministério do Interior da Espanha informou que os presos são Ander Múgica Andonegi, José Luis Iruretagoiena Lanz, Alaitz Aramendi Jaunarena e Oihan Barandalla Goni. Andonegi fugiu de um táxi em Torreblanca, no leste da Espanha, no dia 19 de julho, ao perceber uma patrulha policial. Seus rastros foram achados num carro com explosivos deixado pela ETA em Ayamonte, no sudoeste, no dia 21 de junho. Andonegi, de 24 anos, foi identificado pelo taxista como a pessoa que saiu correndo do táxi no qual viajava em direção a Tarragona e sem levar a sua bagagem, uma bolsa com material explosivo. De acordo com a legislação francesa, a Polícia tem 96 horas para interrogar os detidos. Depois desse período, os quatro terão que ser colocados à disposição da Justiça. A operação que permitiu a prisão do grupo foi levada a cabo pela Polícia Judiciária francesa e a Guarda Civil espanhola. As impressões digitais de Múgica estavam entre as encontradas em um carro com mais de 100 quilos de explosivos abandonado pela ETA em 21 de junho em Ayamonte, no sudoeste da Espanha, depois que seus condutores avistaram uma barreira da Guarda Civil. Na Espanha, o ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, o secretário de Estado de Segurança, Antonio Camacho, e o diretor-geral da Polícia, Joan Mesquida, estão reunidos, recebendo dados das detenções. Fontes do Ministério do Interior consideraram "importante" a operação.

Tudo o que sabemos sobre:
ETAEspanhaFrança

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.