França deve pagar se errar sobre origem de E.coli, diz ministro

Um membro britânico do Parlamento Europeu pediu à França o pagamento de compensações se uma empresa da Grã-Bretanha que o governo francês associou ao surto de E.coli em Bordeaux não for de fato responsável pela contaminação.

REUTERS

26 de junho de 2011 | 16h11

Sete pessoas ainda estavam no hospital neste domingo, sendo uma mulher de 78 anos em estado grave, após serem infectadas pela bactéria E.coli, segundo o hospital.

O Ministério do Comércio francês disse que a empresa Thompson & Morgan, sediada em Ipswich, na Grã-Bretanha, estava por trás do surto, e ordenou que as lojas parassem de vender sementes de feno-grego, mostarda e rúcula fornecidas pela empresa enquanto os testes estavam sendo realizados. O ministério disse que a ligação entre os sintomas da doença e as sementes trazidas para o subúrbio de Begles, em Bordeaux, não era definitiva.

A empresa disse não acreditar ser responsável pelas contaminações.

"Se o governo francês estiver errado, saindo em público dessa forma, e a ligação não for provada, então eles deverão ser responsabilizados pelo que poderiam ser centenas de milhares de libras em prejuízos no mercado de vegetais e saladas de East Anglia e da Grã-Bretanha," disse Richard Howitt, membro do Parlamento Europeu, em comunicado neste domingo.

As autoridades francesas disseram que ao menos seis das pessoas internadas em Bordeaux comeram brotos de vegetais vendidos em uma feira local que foram cultivados com sementes compradas em uma loja fornecida pela Thompson & Morgan.

"Essas sementes podem ter sido de origem italiana, embaladas e vendidas em Ipswich, mas distribuídas e vendidas em uma festa escolar em uma pequena cidade próxima de Bordeaux, então não está claro quando ou se a E.coli entrou na cadeia," disse Howitt.

(Reportagem de Claude Canellas e Avril Ormsby)

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