França diz que a posse de armas nucleares do Irã é 'inaceitável'

Nicolas Sarkozy reafirma que é partidário da aplicação de novas sanções da ONU e da União Européia

Efe,

24 de setembro de 2007 | 07h44

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que o desenvolvimento de armas nucleares no Irã "é inaceitável", assim como o de outros países, como a Líbia e a Coréia do Norte. Numa entrevista ao jornal The New York Times, publicada nesta segunda-feira, 24, Sarkozy afirmou que "nesta crise internacional é preciso agir com muito sangue frio e muita firmeza, mas também com muita reflexão". Em suas declarações, o presidente da França ainda se mostra partidário da aplicação de novas sanções se o Irã mantiver seu programa de enriquecimento de urânio. "Digo isso aos dirigentes iranianos sem ambigüidade alguma. Estou disposto a explicar que, para impedir o Irã de ter armas nucleares, é preciso reforçar as sanções, mas não pronuncio a palavra guerra", explicou. A preferência de Sarkozy é de que as sanções sejam adotadas pelas Nações Unidas e decididas por uma votação. Além disso, ele comentou a possibilidade de a União Européia (UE) também adotar sanções, que "não seriam uma prova de unilateralismo, e sim uma decisão internacional, multilateral". Sarkozy não revelou se já existe um debate sobre o tema entre os 27 países-membros da UE. Mas ressaltou a necessidade de "compreender para onde leva a atitude de alguns dirigentes", sem citar o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. O presidente francês também falou de suas idéias sobre a renovação da Otan, para reforçar a defesa da Europa. "A Europa não pode ser uma potência econômica sem garantir a sua própria segurança", disse o líder francês, pedindo "a compreensão dos amigos americanos". "Uma Europa capaz de se defender de maneira independente não é um risco para os americanos", afirmou Sarkozy. Sarkozy ressaltou que agora "a França está de volta" à cena política internacional e reforça os laços com os Estados Unidos. "Não só são aliados, mas também amigos. Estou orgulhoso de ser amigo dos americanos", disse. Sarkozy passou parte de suas férias nos EUA e foi recebido pelo presidente George W. Bush e seu pai, o ex-presidente George Bush. A visita foi muito criticada em seu país. Mas o dirigente francês observou que a amizade com os EUA "não impede a França de manter outras relações, inclusive com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez". O presidente venezuelano informou no domingo que aceitou um convite de Sarkozy para visitar a França, mas não marcou uma data. Sarkozy deve se reunir em Nova York com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e os presidentes do Afeganistão, Hamid Karzai, e da Autoridade Nacional palestina, Mahmoud Abbas.

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