França diz que Otan deve ter 'papel técnico' na Líbia

A Otan terá um papel técnico na coordenação da intervenção militar de países ocidentais com mandato da ONU na Líbia, declarou François Baroin, porta-voz do governo francês, nesta quarta-feira.

REUTERS

23 de março de 2011 | 10h42

Os parceiros na coalizão vinham se debatendo sobre que papel a Otan deveria ter depois que os Estados Unidos entregarem o comando. A França se opôs a entregar o controle político ao bloco militar sediado em Bruxelas sob a alegação de que isso alienaria os países árabes.

Ministros de Relações Exteriores da coalizão dos países que participam da ação militar devem se reunir nos próximos dias para criar uma estrutura política clara para as operações, com o que parece cada vez mais um papel de coordenação para a Otan.

"Será um papel técnico", disse Baroin na quarta-feira, indagado por repórteres após uma reunião semanal de gabinete sobre que função a Otan desempenhará na estrutura de comando da campanha contra as forças do líder líbio Muammar Gaddafi.

"Estamos trabalhando com a ideia da coalizão ter uma liderança política da operação", acrescentou.

"No comando das operações, por motivos de eficiência, queremos uma estrutura única para organizar a ação da coalizão, e a Otan tem a capacidade de fazer isso."

O presidente norte-americano Barack Obama declarou na terça-feira ter conquistado apoio britânico e francês para um papel para a Otan na campanha líbia quando Washington transferir o controle da missão.

(Reportagem de John Irish)

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