França e Líbia negam elo de acordo militar e caso de enfermeiras

A França e a Líbia rebateram neste sábadoas acusações de que um acordo para vender equipamento militareuropeu para Trípoli estaria ligado à libertação das cincoenfermeiras e o médico estrangeiros presos no país do norte daÁfrica. A indústria militar EADS, de origem franco-germânica, e aMBDA, uma associação que inclui a EADS, a britânica BAE e aitaliana Finmeccanica, finalizaram um contrato para vendertanques antimísseis para a Líbia. "O contrato que a Líbia assinou com a EADS não foi em trocada libertação das enfermeiras e médico", afirmou Saif al-Islam,filho do líder líbio, Muammar Kaddafi. "Foi uma coincidência. A libertação foi por motivoshumanitários e não pode ser confundida com uma troca", afirmou. Cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestino foramlibertados horas antes de uma visita a Trípoli no mês passadodo presidente da França, Nicolas Sarkozy. A viagem melhorou asrelações entre a Líbia e o Ocidente. Sarkozy, cuja mulher havia visitado o país dias antes numamissão para ajudar na libertação das enfermeiras, fechou umacordo sobre defesa e assinou um documento de entendimentosobre energia nuclear durante a visita. Uma autoridade dopalácio presidencial francês negou que ele tenha tido um papeldireto na venda das armas. "Negociações comerciais entre a MBDA e as autoridadeslíbias têm se dado há tempos, e nunca intervimos para acelerara sua conclusão", declarou Claude Gueant, chefe do gabinete deSarkozy, à imprensa francesa. "O tema (da venda de armas) não foi tocado em nenhummomento durante as nossas discussões sobre a libertação dasenfermeiras búlgaras", afirmou. No entanto, Gueant reconheceu que a visita do presidentepoderia ter criado um "clima favorável" para que as negociaçõesfossem concluídas. (Por Astrid Wendlandt)

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