França e Rússia discutem nova resolução da ONU sobre a Síria

Diplomatas devem se encontrar para debater medidas a serem adotadas sobre Damasco

Reuters

15 de fevereiro de 2012 | 12h49

PARIS - A França disse nesta quarta-feira que está discutindo com a Rússia uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria, que poderia incluir a instalação de "corredores humanitários" no país árabe. "Estamos renegociando uma resolução no Conselho de Segurança para convencer os russos", disse o chanceler Alain Juppé à rádio France Info.

 

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Rússia e China vetaram, no último dia 4, uma proposta de resolução em que o Conselho manifestava apoio a um plano da Liga Árabe que prevê a renúncia do presidente sírio, Bashar Assad, cada vez mais isolado internacionalmente devido à violenta repressão contra uma rebelião popular nos últimos 11 meses. O veto causou forte reação de governos árabes e ocidentais, que acusaram Moscou e Pequim de dar carta branca a Assad.

Na quinta-feira, a Assembleia Geral da ONU deve votar uma resolução que manifesta apoio ao plano da Liga Árabe e prevê a nomeação de um enviado especial conjunto da ONU e da Liga para a Síria. Ao contrário do que acontece no Conselho, nenhum país tem poder de veto na Assembleia; em compensação, suas decisões não têm validade jurídica vinculante.

Juppé, que irá se reunir no mesmo dia em Viena com seu colega russo, Sergei Lavrov, disse que a votação terá força simbólica e intensificará a pressão sobre Assad.

Na terça-feira, a França anunciou que criaria um fundo emergencial para agências humanitárias que desejem ajudar os sírios, e que proporia algo semelhante em nível internacional na reunião do grupo de "Amigos da Síria", marcada para a semana que vem na Tunísia.

"A ideia de corredores humanitários que eu propus anteriormente para permitir que as ONGs alcancem as zonas onde há massacres escandalosos deve ser discutida no Conselho de Segurança", disse Juppé, alertando para a ocorrência de crimes contra a humanidade na Síria.

 

A crise de violência na Síria começou em março do ano passado e já deixou mais de 5 mil pessoas mortas, segundo a ONU. Damasco culpa grupos armados e terroristas pelo caos no país.

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