França enfrenta caos no 2.º dia de greve do transporte público

Sindicatos mostram força na primeira grande greve que Sarkozy enfrenta em seu governo

Agências internacionais,

19 de outubro de 2007 | 07h37

Os maiores sindicatos da França deram ontem uma demonstração de força e poder de mobilização na luta contra o projeto do presidente Nicolas Sarkozy de acabar com o regime especial de aposentadorias. A população francesa enfrenta nesta sexta-feira, 19, o segundo dia da greve geral dos transportes públicos. Porém, as companhias estão convencidas de que os serviços serão restabelecidos plenamente ao longo do dia.  Veja também:Ex-mulher de Sarkozy admite caso extraconjugal  Os sindicatos convocaram uma greve de 24 horas, a partir da noite de quarta-feira, em uma tentativa de pressionar o governo a fazer concessões. Sarkozy pretende rever os privilégios que permitem que uma minoria de funcionários públicos se aposente antes dos demais. Dos oito sindicatos envolvidos, dois pediram a manutenção da greve nas ferrovias. Os outros seis mostraram a intenção de voltar ao trabalho a partir das 8 horas locais. Nesta manhã, o serviço de trens de alta velocidade com saída e chegada em Paris funcionava com um terço dos trens. Outras linhas operavam com 60% a 100% da sua capacidade. A situação estava especialmente alterada nas regiões do oeste da França. Estão convocadas várias assembléias de trabalhadores para decidir sobre as mobilizações. Há intensa demanda pelas "Vel'lib", bicicletas de uso comum recentemente introduzidas pela prefeitura, e alguns franceses mais ousados são vistos ziguezagueando de patins no meio dos congestionamentos. Uma greve dos trabalhadores nos setores de gás e eletricidade, também afetados pela possível reforma previdenciária, reduziu em cerca de 6 gigawatts (9,4 por cento do total) a capacidade de produção das usinas nucleares da estatal EDF a partir da noite de quarta-feira, disse a central sindical CGT. O regime especial de aposentadorias remonta ao ano de 1618, quando o rei Luís XVI criou privilégios para os funcionários da Ópera de Paris. Atualmente, além de beneficiar 1,6 milhão de franceses, causa um rombo de cerca de 5 bilhões de euros por ano ao Estado.

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