França envia tropas para libertar cruzeiro tomado por piratas

Grupo mantém 30 reféns em navio francês na costa africana; rebeldes teriam matado dois homens em terra firme

Agências internacionais,

07 de abril de 2008 | 09h39

O Ministério de Relações Exteriores francês afirmou nesta segunda-feira, 7, que o país enviará tropas para a costa africana para libertar os reféns mantidos por piratas que tomaram um cruzeiro de luxo no litoral da Somália na sexta. Os rebeldes que seqüestraram o iate de luxo abriram fogo contra homens armados que os impediram de atracar em terra firme. O porta-voz da chancelaria francesa Pascale Andreani disse que uma equipe foi mandada para a Somália na tentativa de "reforçar" o time de negociações no país. Uma fragata francesa já está seguindo o barco em alto mar. Andreani disse ainda que os piratas estabeleceram contato por rádio e afirmaram que os 30 reféns, tripulantes do iate, estão salvos. Entre os seqüestrados estão 22 franceses, além de ucranianos e coreanos. Seis deles são mulheres. O cruzeiro de luxo, de três mastros, não levava passageiros a bordo quando foi abordado por 10 piratas armados na última sexta entre o Iêmen e a Somália. Fotos mostram vários piratas armados no convés e dois pequenos botes amarrados ao veleiro. São possivelmente os barcos com que eles chegaram ao Ponant, o que leva a crer que havia um terceiro barco por perto, de onde eles saíram para o assalto. Moradores afirmaram que os piratas tentaram atracar em Garaad, um vilarejo pesqueiro somali, mas homens armados trabalhando para autoridades locais impediram. "Os piratas mataram dois homens da milícia local e partiram", afirmou o operador de rádio Mohamed Ibrahim à Reuters, reiterando que os homens em terra firme não responderam aos disparos. Os piratas que atuam na região costumam fazer pedido de resgate apenas quando alcançam terra firme. Suspeita-se que eles se dirigiam para a cidade somali de Eyl, a 800 quilômetros ao norte da capital Mogadiscio, região em que um barco russo e sua tripulação foram retidos há dois meses, antes de serem trocados por um resgate de US$ 700 mil.

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