França está em guerra contra a Al-Qaeda, diz primeiro-ministro

País realiza operações no Mali em conjunto com a Mauritânia para resgatar reféns

Reuters

27 de julho de 2010 | 10h20

PARIS - A França está em guerra contra a organização Al-Qaeda do Magreb Islâmico e intensificará o apoio militar aos governos da região que combate os militantes muçulmanos, disse nesta terça-feira, 27, o primeiro-ministro François Fillon.

 

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Em entrevista a uma rádio um dia após o presidente Nicolas Sarkozy confirmar a morte de um refém francês sob custódia dos terroristas, deixou clara a postura de seu país contra a insurgência. "Estamos em guerra contra a Al-Qaeda e é por isso que estamos apoiando há meses as forças da Mauritânia que lutam contra os terroristas", disse o premiê.

 

Questionado sobre o que Sarkozy quis dizer quando disse que a execução do refém, o engenheiro aposentado Michel Germaneau, de 78 anos, não permaneceria sem reposta, Fillon disse que as declarações do presidente significam que "a luta contra o terrorismo continuará e será fortalecida".

 

Fillon, porém, não deu detalhes sobre a luta contra os insurgentes por razões de segurança. O premie apenas ressaltou que a política do governo ainda é a de negociar sempre que possível pela libertação de reféns e que "a França não procura vingança".

 

Sarkozy disse ter decidido iniciar operações militares com a Mauritânia no Mali na última quinta-feira, pouco tempo depois de as negociações com a Al-Qaeda para a libertação de reféns falharem.

 

O presidente do Mali, Amadou Toumani, disse na segunda que seu país está comprometido com a luta contra o terrorismo no Sahel, mas reiterou sua ideia de "uma completa cooperação regional". O governo do país africano disse não ter sido consultado sobre as operações francesas.

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