França 'estudará todas as propostas' para libertação de Ingrid

Premiê diz que progressivamente se dão todas as condições para libertação da refém franco-colombiana

Efe,

31 de março de 2008 | 15h44

A França declarou nesta segunda-feira, 31, estar disposta a "estudar todas as propostas" que possam ajudar na libertação dos reféns da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), incluindo a amparada de membros do grupo. "A França está plenamente comprometida com uma solução humanitária global para a questão dos reféns", afirmou a porta-voz do Ministério de Exteriores da França, Pascale Andréani.   Veja também: Ingrid Betancourt precisa de transfusão de sangue, diz rádio Conheça a tragetória de Ingrid Betancourt  Ex-marido teme que acordo signifique morte de Betancourt Uribe autoriza troca de Ingrid por rebeldes das Farc Por dentro das Farc  Entenda a crise   Histórico dos conflitos armados na região      Pascale não quis, no entanto, dar detalhes sobre o estatuto que poderiam ter os guerrilheiros libertados. No domingo, 30, o primeiro-ministro francês, François Fillon, confirmou que a França estaria disposta a receber militantes das Farc para conseguir a libertação da refém colombiana Ingrid Betancourt, que também tem nacionalidade francesa.   Segundo o premiê, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, fez uma oferta muito importante às Farc, já que ofereceu soltar um grande número de detidos em troca da libertação de Ingrid Betancourt. "Por isso, sentimos que progressivamente se dão todas as condições para esta libertação", afirmou.   Diante das notícias preocupantes sobre o estado de saúde da refém, seqüestrada pelas Farc desde fevereiro de 2002, e as declarações sobre possíveis negociações para sua libertação, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, decidiu enviar um avião à Guiana Francesa para atendê-la, caso fosse libertada. A aeronave, que chegou à Guiana na sexta-feira, 28, retornou na noite de domingo, mas outro segue preparado para intervir a qualquer momento, segundo o Palácio do Eliseu.   O presidente Uribe disse no sábado, 29, que os guerrilheiros que entregarem os seqüestrados se beneficiarão de um fundo de recompensas de US$ 100 milhões, e que poderiam ser recebidos pela França.  

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