França intensifica resposta militar contra o Estado Islâmico

França intensifica resposta militar contra o Estado Islâmico

A França foi o primeiro país a se unir na coalizão liderada pelos Estados Unidos nos ataques aéreos contra os insurgentes do Estado Islâmico no Iraque

JOHN IRISH, REUTERS

01 de outubro de 2014 | 20h22

A França está enviando novos caças e navio de guerra para atacar os militantes do Estado Islâmico no Iraque e vai discutir com os Estados Unidos a estratégia de longo prazo da coalizão contra os insurgentes, incluindo na Síria, afirmaram autoridades nesta quarta-feira.

A França foi o primeiro país a se unir na coalizão liderada pelos Estados Unidos nos ataques aéreos contra os insurgentes do Estado Islâmico no Iraque, que também dominaram grandes partes da vizinha Síria durante a guerra civil de 3 anos no país.

Contudo, a França se mostrou preocupada que os ataques aéreos na Síria podem criar um vácuo que as forças do presidente sírio Bashar al-Assad podem aproveitar, sugerindo a criação de um esforço concentrado para reforçar e treinar os rebeldes contrários a Assad no país.

Com a proximidade do encontro em Washington entre o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, com a sua contraparte norte-americana, o país europeu disse que três jatos Rafale e um navio de guerra com defesa antiaérea seriam enviados para o Golfo Pérsico para apoiar as forças do governo iraquiano contra o Estado Islâmico.

"Vamos reforçar a nossa capacidade para aumentar o ritmo das missões nos próximos dias", disse uma fonte sênior do Ministério da Defesa francês.

Atualmente, a França conta com seis jatos, uma aeronave de patrulha marítima Atlantique 2 e um avião de reabastecimento em sua base nos Emirados Árabes Unidos como parte da sua missão "Chammal" no Iraque.

O país realizou apenas dois ataques aéreos no Iraque desde o início das operações em meados de setembro. A França também enviou 140 toneladas de equipamentos militares para as forças curdas que enfrentam o Estado Islâmico no norte do Iraque, além de treiná-los.

"Nós (a coalizão) estamos ainda na fase inicial", disse a fonte do Ministério da Defesa. "O objetivo com esses ataques aéreos é acabar com o avanço (do Estado Islâmico) e perpretar derrotas", acrescentou.

O Estado Islâmico conquistou pedaços do leste da Síria e o oeste do Iraque com a meta de criar um califado entre os rios Tigres e Eufrates, aterrorizando as comunidades na região e assassinando aqueles que resistem.

SEGUNDA FASE

A fonte francesa, que estima os números dos insurgentes do Estado Islâmico entre 25 mil a 35 mil, disse que a visita de Le Drian a Washington teria o foco em como garantir que as forças de oposição no Iraque, Síria e os curdos possam lançar uma ofensiva pelo solo.

"A próxima fase envolve as forças locais reconquistando territórios. Isso vai levar vários meses", disse a fonte.

"Entre os aliados, temos que concordar nos termos de como vamos conquistar esse objetivo e o que significa treinar e equipar os que estão enfrentando o Estado Islâmico."

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