Thomas Samson/Reuters
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França não descarta intervenção militar na Síria; EUA ponderam

'Não é possível permitir que o regime de Assad massacre seu próprio povo', disse Hollande

REUTERS

29 Maio 2012 | 16h53

PARIS - Uma eventual intervenção militar para encerrar a crise que abala a Síria há 14 meses não é um consenso na comunidade internacional. Enquanto a França não descartou que uma ação seja tomada, Estados Unidos manifestaram cautela.

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O presidente francês, François Hollande, disse que uma ação militar não pode ser descartada caso receba o apoio do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

"Não é possível permitir que o regime de Bashar al Assad massacre seu próprio povo", disse Hollande ao canal de TV France 2. "A intervenção militar não está excluída, desde que seja realizada sob os auspícios do direito internacional, ou seja, por uma resolução do Conselho de Segurança."

"Cabe a mim e a outros convencer a Rússia e a China e também encontrar uma solução que não seja necessariamente uma militar", disse Hollande, que deve encontrar o presidente russo, Vladimir Putin, em Paris, na sexta-feira.

Por outro lado, os Estados Unidos afirmaram que não acreditam que uma intervenção militar na Síria seria a ação mais correta neste momento porque provocaria mais caos e carnificina.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse, porém, que os Estados Unidos não tiraram nenhuma opção da mesa, incluindo uma ação militar, para lidar com a crise síria.

Mais cedo nesta terça-feira, 29, o governo norte-americano expulsou o principal diplomata sírio em Washington depois do que descreveu como o massacre de mais de 100 civis na cidade síria de Houla.

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