França nega negociação com as Farc para acordo humanitário

Jornal havia informado que Paris retomou contato com guerrilha para soltar reféns, entre eles Ingrid Betancourt

Efe,

24 de junho de 2008 | 20h19

O embaixador da França em Bogotá, Jean-Michel Marlaud, negou nesta terça-feira, 24, que tenha estabelecido contatos com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), na busca de um acordo humanitário. "Não houve contatos, houve uma má interpretação, mas não tivemos contato. Não digo que os trabalhos dos delegados europeus tenham sido interrompidos, nós seguimos na busca", disse Marlaud aos jornalistas. Veja também:Filha de Ingrid quer que mãe receba Nobel da pazO drama de IngridPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região   Em 19 de junho, o jornal francês Le Figaro informou que a França tinha conseguido retomar os contatos com as Farc, que tem entre seus reféns a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, também de nacionalidade francesa. Maralud desmentiu os contatos que teriam sido estabelecidos com o novo comandante desse grupo insurgente, Guillermo Leão Sáenz, conhecido como "Alfonso Cano", que substituiu o fundador das Farc, "Manuel Marulanda Vélez" ou "Tirofijo", após sua morte em 26 de março. Emissários dos Governos de Espanha, França e Suíça, a Igreja Católica, o jornalista Carlos Lozano e o ex-ministro Álvaro Leyva, são os únicos autorizados pelo governo do presidente Álvaro Uribe a tentar fazer contato com os insurgentes. Os contatos com as Farc estão interrompidos desde a morte em 1º de março deste ano do número dois da guerrilha e principal interlocutor com os emissários europeus, "Raúl Reyes." Já Lozano e Leyva confirmaram nesta terça que enviaram uma carta a "Cano" buscando abrir caminho para a elaboração de uma proposta que permita uma troca de reféns por rebeldes presos. Lozano, diretor da revista comunista Voz, disse à Efe que há poucos dias enviaram uma mensagem ao chefe rebelde e esperam uma resposta. "Nós mandamos uma mensagem, uma carta com umas idéias, umas reflexões e umas iniciativas buscando abrir caminho para a elaboração de uma proposta para o acordo humanitário que estamos articulando", disse o jornalista.

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