França oferece asilo a cristãos iraquianos de Mosul

Rebeldes querem que cristãos se convertam ao islamismo, paguem imposto religioso ou encarem a morte

REUTERS

28 de julho de 2014 | 10h32

A França disse nesta segunda-feira que está pronta para acolher os cristãos do norte do Iraque que receberam um ultimato dos rebeldes do Estado Islâmico, agora governando a região, para se converterem ao islamismo, pagar um imposto religioso ou encarar a morte.

Os insurgentes do grupo, uma ramificação da Al Qaeda, apreenderam grandes áreas do norte do Iraque no mês passado, o que levou centenas de famílias cristãs de Mosul a fugir da cidade que acolheu sua fé desde seus primeiros anos.

"Estamos oferecendo ajuda às pessoas deslocadas que fogem das ameaças do Estado Islâmico e que buscaram refúgio no Curdistão. Estamos prontos, se eles desejarem, para facilitar o seu asilo em nosso solo", disseram os ministros das Relações Exteriores e do Interior da França, em uma declaração conjunta.

"Estamos em constante contato com as autoridades locais e nacionais para garantir que tudo seja feito para protegê-los."

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, condenou no início deste mês o tratamento dado aos cristãos e instruiu um comitê do governo a ajudar os desabrigados. No entanto, ele não disse quando o Exército poderia tentar reconquistar o controle de Mosul.

O Estado Islâmico alertou todas as mulheres em Mosul a usar o véu que cobre todo o rosto, do contrário sofreriam uma punição severa. Os insurgentes sunitas, que declararam um califado em partes do Iraque e da Síria, também veem os xiitas majoritários do Iraque como infiéis que merecem ser mortos.

(Reportagem de Mark John)

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