França pagou 200 mil euros ao Irã para libertar francesa

Clotilde Reiss estava presa o país islâmico pelos protestos realizados após as eleições de 12 de junho

Efe,

17 de agosto de 2009 | 16h02

O ministro de Assuntos Exteriores da França, Bernard Kouchner, confirmou nesta segunda-feira, 17, o pagamento de uma fiança de aproximadamente "200 mil euros" pela libertação condicional de Clotilde Reiss, a francesa processada no Irã pelos protestos realizados neste país após as eleições de 12 de junho.

 

De acordo com o sistema vigente no Irã, a fiança paga pela libertação condicional de uma pessoa é reembolsada quando esta é declarada inocente, explicou o ministro em declarações à rede de televisão LCI. O fato de uma fiança ter sido paga, ressaltou Kouchner, não quer dizer que Reiss seja culpada, lembrou o ministro.

 

O ministro francês também disse não saber quando as autoridades judiciais iranianas pronunciarão um veredicto final sobre o caso da francesa. Mas afirmou que a decisão "reconhecerá a inocência" dela.

 

O valor da fiança revelado por Kouchner é praticamente o mesmo divulgado pelo procurador-geral da República Islâmica, Reza Mortazavi. Segundo a agência de notícias local Fars, Mortazavi confirmou que Reiss foi libertada mediante o pagamento de uma fiança de aproximadamente 215 mil euros e que a jovem "não tem permissão para sair do Irã".

 

A francesa, de 24 anos, foi solta no domingo, 16. Da prisão em que estava detida, foi levada para a embaixada francesa de Teerã, onde aguarda sua sentença.

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