França pede prova de que Ingrid Betancourt está viva

2 mil dias após captura da ex-candidata, ministro pede que Colômbia se esforce para bloquear crise

Efe,

16 de agosto de 2007 | 21h03

O ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, pediu nesta quinta-feira, 16, à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) uma prova de que Ingrid Betancourt está viva e solicitou ao grupo e ao governo colombiano que se esforcem em desbloquear a crise atual.   Kouchner lembrou em comunicado que nesta quinta se completam 2 mil dias desde que Betancourt e sua colaboradora Clara Rojas foram seqüestradas e assegurou que elas "não foram esquecidas".   O chefe da diplomacia francesa ressaltou que, junto à Espanha e à Suíça, a França mantém a determinação de "buscar uma solução humanitária" que permita a libertação dos cerca de 50 reféns em poder da guerrilha.   O compromisso do governo se une à "mobilização" do presidente, Nicolas Sarkozy, segundo o chanceler, para quem toda a comunidade internacional pede às Farc uma "resposta positiva" às iniciativas do chefe do Estado colombiano, Álvaro Uribe.   Na nota, Kouchner afirmou que a guerrilha não deu provas nos últimos quatro anos de que Betancourt está viva e acrescentou que o prolongamento do seqüestro dos reféns eleva o risco de que ocorram "novas tragédias", em alusão à morte de onze deputados colombianos em junho.   "É urgente a necessidade de sair de um situação de bloqueio que, para alguns seqüestrados, já dura quase dez anos", afirmou o ministro, que garante a manutenção dos esforços até a libertação dos reféns.

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