França pede que cidadãos evitem Sahel após mortes no Níger

A França afirmou neste domingo que toda a região do Sahel africano não é segura para seus cidadãos, após dois franceses terem sido mortos no Níger por supostos militantes da Al Qaeda. O governo francês pediu a seus cidadãos que evitem a área.

JOHN IRISH E ABDOULAYE MASSALAATCHI, REUTERS

09 de janeiro de 2011 | 15h05

Dois franceses foram encontrados mortos no sábado, aparentemente assassinados por seus sequestradores, depois que forças especiais francesas se juntaram a uma tentativa frustrada de resgatá-los no país africano.

"Os cidadãos franceses devem ser extremamente vigilantes e atentos em todos os momentos", disse o Ministério francês das Relações Exteriores em comunicado em seu site. "Em vista da ameaça do terrorismo na região, nenhuma área pode ser mais considerada segura."

A região do Sahel inclui Senegal, Mauritânia, Burkina Fasso, Mali, Níger, Chade e o norte da Nigéria.

As duas vítimas foram sequestradas em um bar, elevando para oito o número de cidadãos franceses capturados no Níger desde abril do ano passado. Eles foram os primeiros a serem apreendidos na capital Niamey -- região distante do deserto sem lei, onde militantes islâmicos, rebeldes e bandidos se multiplicam.

O ministro francês da Defesa, Alain Juppé, viajará para Niamey na manhã de segunda-feira para reuniões com autoridades do Níger e da comunidade francesa, informou seu porta-voz.

Analistas dizem que o sequestro teve a marca de uma operação de grupos ligados à Al Qaeda na região.

"É provável... Acho que podemos dizer isso", afirmou neste domingo o porta-voz das Forças Armadas da França, Thierry Burkhard, quando perguntado no canal de TV I-Tele se os sequestradores pertenciam à Al Qaeda no Magrebe Islâmico.

(Reportagem adicional de Elizabeth Pineau)

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