França pode anular visto de homem que obriga uso de burca

Ministro da Imigração propõe anular cidadania de estrangeiro por rechaço ao laicismo e à igualdade de gêneros

Efe,

02 de fevereiro de 2010 | 13h59

O ministro de imigração da França, Eric Besson, propôs nesta terça-feira, 2, que seja negada a nacionalidade francesa a um estrangeiro que obriga sua mulher a usar a burca, uma vestimenta islâmica que deixa todo o corpo da mulher coberta.

 

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Segundo o ministério, um projeto de lei foi enviado ao primeiro-ministro François Fillion. "O solicitante priva sua esposa francesa da liberdade de ter o rosto descoberto e rechaça os princípios do laicismo e da igualdade entre homens e mulheres", assinala o texto.

 

A proposta de Besson vem a público uma semana depois de um painel parlamentar recomendar a proibição do uso de véus islâmicos em serviços públicos na França. A comissão de 32 deputados propôs uma resolução contra as vestimentas por elas 'contrariarem os valores da república.

 

Também na semana passada, a Dinamarca restringiu o uso dos véus. O governo de centro-direita pediu que fossem cumpridas integralmente as atuais regras, as quais permitem que dirigentes do setor público e privado exijam que estudantes, professores e trabalhadores mostrem seus rostos.

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