Jean-Paul Pelissier/Reuters
Jean-Paul Pelissier/Reuters

França prende dono da empresa de próteses de silicone PIP

Jean-Claude Mas pode ser acusado de homicídio culposo involuntário e por causar lesões; empresário já tinha admitido que usava silicone industrial, mas negava riscos para a saúde

Reuters,

26 de janeiro de 2012 | 11h06

Jean-Claude Mas, dono da empresa Poly Implant Prothese (PIP), de próteses de silicone, foi preso nesta quinta-feira, 26, e pode ser acusado de homicídio culposo, afirmou uma fonte da polícia francesa à Reuters. A PIP despertou um escândalo de saúde internacional por usar silicone com qualidade baixo dos padrões.

Ele foi preso em torno das 7h (4h no horário de Brasília) em sua casa no sul da França e a polícia vasculhou o local. Ele será detido por 48 horas enquanto autoridades decidem se irão acusá-lo de homicídio culposo involuntário e por causar lesões.

Outro executivo da PIP, o ex-chefe do setor financeiro, Claude Couty, também foi preso devido a uma investigação aberta na cidade portuária do sul, Marselha, próxima ao antigo local da PIP, em 8 de dezembro.

O inquérito foi instaurado após a morte por câncer em 2010 de uma mulher com implantes da PIP, apesar de que as autoridades de saúde na França terem ressaltado que não há vínculos comprovados do câncer com os implantes da PIP.

Jean-Claude Mas, que vendeu em torno de 300 mil implantes por todo o mundo, admitiu que ele usou silicone não autorizado mas negou que isto constitui um risco para a saúde.

Aproximadamente 2.700 mulheres na França entraram com processos e reclamações contra Mas e governos em diversos outros países, como a Inglaterra e o Brasil, pediram às mulheres para consultarem seus médicos.

 

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