França quer 'paralisar' o Irã com sanções, diz chanceler

A França defende sanções internacionais que paralisem o Irã, mas acha que uma intervenção militar estrangeira para acabar com o programa nuclear do país causaria danos "irreparáveis" e teria "consequências catastróficas", disse o chanceler Alain Juppé em entrevista publicada pelo semanário L'Express.

REUTERS

30 de novembro de 2011 | 09h02

Estados Unidos e Grã-Bretanha já começaram a implementar sanções que afetam o Banco Central iraniano e as exportações petrolíferas do país. Juppé disse que essas são medidas corretas, mas admitiu que nem toda a comunidade internacional está disposta a avançar rapidamente para elas.

"A França está defendendo sanções em uma escala que paralisaria o regime: congelamento dos bens do Banco Central e embargo às exportações de hidrocarbonetos (petróleo)", afirmou ele.

Aparentemente se referindo aos esforços para que todos os 27 países da União Europeia imponham tais sanções, Juppé acrescentou: "Queremos chegar a uma posição comum para que a pressão seja máxima. Não podemos continuar permitindo que os iranianos nos levem para passear."

Depois de sofrer quatro rodadas de sanções da ONU por sua recusa em abandonar seu programa de enriquecimento de urânio, o Irã está sob ameaça de enfrentar novas punições devido a suspeitas, reiteradas neste mês em um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU), de que o país estaria tentando desenvolver armas nucleares clandestinamente.

O Irã insiste no caráter pacífico e civil das suas atividades.

(Reportagem de Brian Love)

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