Ian Langsdon/Efe
Ian Langsdon/Efe

França reconhece nova coalizão de oposição da Síria

François Hollande afirmou que vai avaliar a possibilidade de armar o grupo que classificou de 'governo legítimo'

Reuters

13 de novembro de 2012 | 17h20

PARIS - A França rompeu com seus aliados europeus nesta terça-feira, 13, ao reconhecer oficialmente a nova coalizão de oposição da Síria e afirmou que vai considerar armar os rebeldes uma vez que criem um governo temporário. Grupos de oposição chegaram a um acordo em Doha no domingo e formaram a Coalizão Nacional Síria a fim de derrubar o presidente Bashar Assad, após 20 meses de uma revolta contra o seu regime.

Chanceleres árabes e da União Europeia saudaram a formação da coalizão em um encontro no Cairo nesta terça-feira como um importante passo adiante, mas não reconheceram o movimento.

"Anuncio hoje que a França reconhece a Coalizão Nacional Síria como o único representante legítimo do povo sírio e como o futuro governo de uma Síria democrática, tornando possível trazer um fim ao regime de Bashar Assad", disse o presidente francês, François Hollande, em entrevista coletiva em Paris.

A França, um dos países mais críticos a Assad, havia descartado armar as forças rebeldes anteriormente, preocupada de que armas poderiam cair nas mãos de islâmicos radicais. Hollande sugeriu que essa postura pode mudar agora.

"Sobre a questão de entregar armas, a França não apoiava por não estar claro para onde essas armas poderiam ir", disse Hollande. "Com a coalizão, já que é um governo legítimo da Síria, essa questão será analisada pela França, mas também por todos os países que reconheçam esse governo."

A França foi o primeiro país a reconhecer oficialmente o governo de transição da Líbia como uma alternativa ao líder Muamar Kadafi, também rompendo com seus parceiros europeus naquele momento. O Conselho de Cooperação do Golfo reconheceu a nova coalizão síria na segunda-feira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.