França reduzirá número de tropas na Costa do Marfim

Ministro da Defesa disse que a França não manterá forças permanentes na Costa do Marfim

Reuters,

13 de abril de 2011 | 08h59

PARIS - A França irá reduzir o número de seus soldados na Costa do Marfim de 1,7 mil para 900, depois que Laurent Gbagbo foi retirado do poder, afirmou o ministro da Defesa nesta quarta-feira, 13.

 

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Gerard Longuet disse a uma sessão do Parlamento que as tropas francesas e marfinenses estavam patrulhando as ruas de Abidjã para garantir a manutenção da lei, mas que a França não buscará manter uma força permanente de combate na nação exportadora de cacau.

 

"Essa força será rapidamente reduzida ao tamanho que tinha antes da crise, isso significa que será reduzida de 1.700 para 900", disse Longuet à comissão de defesa da Assembleia Nacional.

Agora que Alassane Ouattara está no poder após a detenção de Gbagbo na segunda-feira, 11, Longuet disse que a França buscaria renegociar os acordos de defesa com o novo governo e que assumiria um papel militar reduzido na Costa do Marfim.

"A presença da tropa será reduzida para unidades que irão garantir a cooperação, oferecendo conselhos, treinamento e monitoramento -- mas certamente não terá mais uma presença permanente significativa", afirmou.

O primeiro-ministro François Fillon disse na terça-feira, 12, que a França não continuaria na Costa do Marfim no longo prazo.

Longuet não especificou quando os soldados franceses deixarão o país. Eles participaram do último ataque contra a residência de Gbagbo na segunda-feira, mas permitiram que as tropas marfinenses prendessem o líder.

Gbagbo se manteve no poder durante meses depois que as eleições presidenciais certificadas pela ONU indicaram sua derrota. Seu rival e vencedor das eleições do ano passado, Ouattara, agora recebe as promessas de lealdade dos comandantes militares.

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