França retoma iniciativa para libertação de reféns das Farc

A França retomou na segunda-feira astentativas de libertar reféns da guerrilha colombiana Farc,semanas depois de o grupo armado rejeitar o envio de uma missãohumanitária para dar atendimento médico à franco-colombianaIngrid Betancourt, há seis anos no cativeiro. O chanceler Bernard Kouchner chegou a Bogotá para aprimeira etapa de uma visita que inclui também Equador eVenezuela. Ele deve tratar da tensão diplomática entre os dois paísessul-americanos, provocada por uma ação militar colombiana emmarço contra o território do Equador, que resultou na morte deum líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. O comando das Farc parece ter endurecido suas posiçõesdesde então, tornando ainda mais difícil um acordo para a trocade 40 reféns por guerrilheiros presos. Antes do incidente, aguerrilha havia soltado seis reféns, sob mediação da Venezuela. "A mensagem é muito simples, que vamos continuartrabalhando para encontrar uma forma de libertar os reféns",disse o embaixador francês em Bogotá, Jean-Michel Marlaud, àrádio Caracol. "As tensões entre os três países estãocomplicando os esforços para libertar os reféns", acrescentou. A retomada da iniciativa francesa traz algum alento aosparentes dos reféns, alguns deles há mais de dez anos emcativeiro na selva. "Tomara que seja o último aniversário queele passa no cativeiro", disse Marta Arango de Lizcano, mulherdo ex-parlamentar Oscar Lizcano, que na segunda-feira completoumais um ano de vida --dos quais oito como refém. Mensagens enviadas por reféns dão conta de que Betancourt,seqüestrada em 2002 quando era candidata a presidente, estágravemente doente e vive acorrentada porque já tentou fugir. A França chegou a mobilizar neste mês um avião-hospitalpara atender Betancourt na selva colombiana, mas na última horaas Farc impediram.

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