França tem avião na Guiana preparado para Betancourt

Decisão de preparar o plano estaria ligado com as últimas evoluções na Colômbia da crise dos reféns

EFE

30 de março de 2008 | 06h28

As autoridades francesas enviaram um avião oficial para a Guiana Francesa que está preparado para uma eventual libertação da refém franco-colombiana Ingrid Betancourt, retida pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), embora tenham assegurado não ter informações sobre um final iminente de seu seqüestro, informou neste domingo, 30, o Palácio do Eliseu.     Veja também: Conheça a tragetória de Ingrid Betancourt  Ex-marido teme que acordo signifique morte de Betancourt Uribe autoriza troca de Ingrid por rebeldes das Farc Por dentro das Farc  Entenda a crise   Histórico dos conflitos armados na região      A decisão de preparar uma aeronave foi tomada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, "a título de precaução e para que ela possa receber imediatamente os cuidados (médicos) apropriados e ser levada o mais rápido possível assim que for libertada", disse uma porta-voz da Presidência.   A porta-voz não quis dar mais detalhes, mas o Le Journal du Dimanche revelou neste domingo, em uma breve notícia, que um Falcon 900 oficial chegou na sexta-feira à noite ao aeroporto de Rochambeau, próximo a Caiena, a capital do departamento francês da Guiana no litoral da bacia amazônica.   O avião foi enviado à América do Sul depois das recentes notícias alarmantes sobre o estado de saúde de Ingrid, seqüestrada em fevereiro de 2002, e das novas propostas do governo colombiano para tentar facilitar sua pronta libertação.   Na quinta-feira, o presidente Álvaro Uribe assinou um decreto que autoriza a troca de guerrilheiros das Farc por reféns em poder da guerrilha. Uribe também garantiu neste sábado que os guerrilheiros que se entregarem e soltarem seqüestrados não serão presos, e que a França estaria disposta a acolher os membros das Farc que seriam libertados em troca dos reféns.   Questionada sobre esse último ponto, a porta-voz francesa recusou-se a comentar a declaração do chefe de Estado colombiano.   Neste domingo, o ex-marido de Ingrid, Fabrice Delloye, agradeceu a França o envio do avião oficial. Delloye, pai dos filhos da ex-candidata à Presidência da Colômbia, também agradeceu ao governo colombiano os "esforços necessários" para salvar a refém.   "Só podemos agradecer pela disponibilidade excepcional" de Sarkozy e do governo francês, declarou Delloye à agência de notícias Efe. Ele também agradeceu os esforços de outros países, como Suíça e Espanha, "para encontrar uma solução para recuperar Ingrid".   Delloye, que no sábado disse acreditar na possibilidade que Ingrid já esteja morta, afirmou também que, caso isso de fato aconteça, "seria o fim das Farc e verdadeiramente uma desonra para o governo colombiano e para o próprio presidente Uribe", pois, segundo Delloye, "faz meses que eles poderiam ter feito algo e sabiam que Ingrid estava em péssimas condições", declarou.

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