França teme por vida de Betancourt e Sarkozy oferece ajuda

Ex-reféns afirmam que franco-colombiana está em estado crítico e presidente quer buscá-la pessoalmente

Agências internacionais,

28 de fevereiro de 2008 | 08h36

Após a informação confirmada pelos ex-reféns libertados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), sobre o estado grave de saúde da  franco-colombiana Ingrid Betancourt, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta quinta-feira, 28, que está disposto a ir pessoalmente à fronteira entre Venezuela e Colômbia para garantir a libertação da seqüestrada caso ela seja libertada pela guerrilha.   Veja também:Farc retiveram cartas de reféns americanos, diz ex-seqüestrado Farc ameaçam Panamá e exigem libertação de guerrilheiros Farc libertam mais quatro reféns Filha se diz 'angustiada' com estado de Betancourt Por dentro das Farc  Reféns colombianos: do seqüestro à liberdade Quem são os 4 reféns libertados na Colômbia Sarkozy pediu aos guerrilheiros colombianos para libertarem Betancourt imediatamente, por se tratar de uma questão de vida ou morte. Dois dos quatro reféns das Farc soltos na quarta-feira nas selvas colombianas e levados para a Venezuela disseram que Ingrid está com a saúde muito frágil. Uma das libertadas, Gloria Polanco, pediu ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, para se empenhar pela libertação da ex-candidata à Presidência da Colômbia, que sofreria de hepatite B.   Luis Eládio Pérez disse ter visto há 23 dias a ex-senadora Ingrid Betancourt, refém desde 2002. Segundo ele, Ingrid tem um problema no fígado e seu estado de saúde é crítico. "A guerrilha se irritou com Ingrid", afirmou. "Ela tem problemas físicos e está sendo muito maltratada." Com a libertação de Gloria, Ingrid passa a ser a única mulher do grupo de reféns políticos da guerrilha.   A filha da refém franco-colombiana se disse "extremamente preocupada" com o estado de saúde da mãe, que está há seis anos em poder da guerrilha. Melanie Delloye afirmou à rádio francesa RTL que espera que os rebeldes e o governo colombiano cheguem a um acordo humanitário para permitir a libertação de Ingrid. "É extremamente preocupante, e agora sei que o tempo urge. Minha mãe está viva, mas não sei por quanto tempo, e agora temos de tirá-la dali o mais rápido possível", afirmou. "Estou extremamente preocupada".   O ex-marido de Betancourt, Fabrice Delloye, lembrou que sua ex-mulher já teve uma hepatite que voltou a se manifestar com mais força e constatou que "ela sabe que será a última a sair" do cativeiro.   Astrid Betancourt, irmã de Ingrid, disse que, segundo informações transmitidas pela senadora colombiana Piedad Córdoba na semana passada, a guerrilha estaria transferindo a seqüestrada para os acampamentos onde se encontram os reféns americanos."Talvez tenha sido nessa ocasião que Luis Eladio Pérez a tenha visto", disse Astrid. "Ele (Luis Eladio Pérez) pôde ver o estado de Ingrid, em um grupo de prisioneiros que lhe são extremamente hostis, e que se irritam com ela porque a culpam por estarem seqüestrados", explicou Astrid Betancourt.  (Com Ruth Costas, de O Estado de S. Paulo)   Matéria ampliada às 11h50.

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