França vai investigar paralisação dos trens da Eurostar

Presidente Nicolas Sarkozy afirmou que o serviço deve ser restabelecido até amanhã

Agência Estado e Associated Press,

21 de dezembro de 2009 | 11h33

O governo da França anunciou nesta segunda-feira, 21, uma investigação sobre a paralisação dos trens da companhia Eurostar. O anúncio foi feito no dia em que a paralisação no único sistema de trens de passageiros que liga o Reino Unido e a Europa continental entrou em seu terceiro dia consecutivo, prejudicando os planos de viagem de fim de ano de aproximadamente 55 mil pessoas. Mais de 2 mil pessoas ficaram presas na sexta-feira em 5 trens no Túnel da Mancha durante horas, em condições claustrofóbicas.

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O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que o serviço entre Paris e Londres deve voltar a funcionar amanhã, segundo seu escritório. Além disso, Sarkozy exigiu da operadora um plano para solucionar o problema. A companhia atribuiu inicialmente o problema ao frio e à neve no noroeste da França. Segundo a empresa, não haverá circulação de trens hoje, pois é preciso fazer ainda testes para determinar o problema. Antes de Sarkozy, uma porta-voz disse que não se pode garantir que o serviço será retomado amanhã.

 

O ministro dos Transportes da França, Dominique de Bussereau, qualificou a situação como "inaceitável" e prometeu uma investigação abrangente. Ele concedeu entrevista à rádio Europe-1, de Pequim, onde realiza uma visita oficial. O ministro do Meio Ambiente da França, Jean-Louis Borloo, afirmou que terá um encontro, ainda hoje, com altos funcionários do sistema ferroviário e da operadora francesa SNCF, que tem participação majoritária na companhia Eurostar.

Além disso, a própria Eurostar anunciou hoje que fará uma investigação independente no caso. Em comunicado, a companhia informou que nomeou um especialista francês e outro britânico para analisar a questão.

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