Franceses podem enfrentar caos em greve de tranportes

Sindicatos prometem parar trens contra mudanças no sistema previdenciário propostas pelo governo Sarkozy

Agências internacionais,

13 de novembro de 2007 | 09h03

Os passageiros franceses podem ter problemas a partir da zero hora desta terça-feira, 13, por conta da greve geral convocada por sindicatos franceses, exigindo mudanças no sistema previdenciário do país e num teste da habilidade do presidente Nicolas Sarkozy em lidar com as reformas do país.   Sindicatos de ferroviários planejam para por tempo indeterminado enquanto funcionários do transporte público parisiense e empregados de companhias de eletricidade e de distribuição de gás planejam deixar os seus postos de trabalho na quarta-feira.   Segundo a empresa estatal de trens SNCF, cerca de 90 das 700 composições que prestam serviço interestadual devem permanecer em funcionamento, enquanto os ônibus e o metrô de Paris não devem ser afetados pela greve. Estudantes esquerdistas ameaçaram se juntar aos protestos bloqueando estações de trem.   Sarkozy repetidamente afirmou que as portas para negociações com os sindicatos estão abertas. Porém, ele insiste que não renunciará nos principais pontos da reforma e da questão dos "regimes-especiais". "Se a reforma não for realizada agora, não há garantias de que em 10 ou 15 anos suas pensões serão pagas", disse o ministro do trabalho Xavier Bertrand.   Esse fundo previdenciário especial foi criado ao final da Segunda Guerra Mundial, especialmente para trabalhadores braçais. Mas há um enorme déficit, que neste ano custará US$ 7 bilhões aos contribuintes. O sistema de aposentadorias especiais beneficia 1,6 milhão de trabalhadores na França, o que representa apenas 6% das aposentadorias no país. Na França, a aposentadoria especial é concedida a grupos específicos, que vão de ferroviários a atores da Comédia Francesa.   O plano de reforma apresentado pelo Executivo passa essencialmente por aumentar o período de contribuição nos regimes especiais, que dá direito a uma pensão completa, dos 37,5 anos atuais a 40, para se igualar aos outros trabalhadores.

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