Franceses protestam contra reforma previdenciária de Sarkozy

Trabalhadores saem às ruas de dezenas cidades no país contra o aumento do tempo de contribuição

Reuters,

22 de maio de 2008 | 09h40

As uniões dos trabalhadores na França continuaram a protestar nesta quinta-feira, 22, contra os planos de reforma previdenciária do presidente Nicolas Sarkozy. Em um raro momento de união, os membros das cinco maiores associações do país saíram às ruas de dezenas de cidades e continuaram a greve geral para protestar com uma medida que aumenta de 40 para 41 anos o tempo de contribuição para a aposentadoria. Veja também:Em baixa, Sarkozy completa um ano no poder na FrançaProfessores entram em greve na França As primeiras indicações mostrar que o dia de ação está tendo um impacto limitado. O transporte público nas duas maiores cidades, Paris e Lyon, foi pouco afetado, e a maioria dos trens funcionam sem atrasos. As escolas permanecem abertas, um dia depois de um grande corte nos gastos com a educação. De qualquer forma, os líderes dos trabalhadores dizem que o sucesso das manifestações pode ser medido pelo número de pessoas que foram às ruas. Somente em Paris espera-se mais de 500 mil para uma marcha. "O objetivo de hoje é não deixar ninguém de fora das greves", disse Bernard Thibault, líder da poderosa união CGT. "A escala dos protestos irá mostrar que o governo precisa rever seus planos sob pressão", acrescentou. Os sindicatos querem protestar também contra cortes de vagas no setor público e uma proposta que obriga desempregados a aceitarem empregos após certo período.  Nos últimos dois meses, professores e alunos realizaram vários protestos contra o corte de 11,2 mil empregos no setor de educação no próximo ano letivo. Os sindicatos dos professores já convocaram uma nova manifestação para sábado. Mais de um milhão de pessoas saíram às ruas nos últimos protestos contra a reforma da previdência em 2003. Sarkozy também enfrenta uma crescente queda de popularidade - nunca um presidente francês teve popularidade tão baixa após um ano de mandato.

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