Etienne Laurent/EFE
Etienne Laurent/EFE

François Hollande pede que União Europeia responda a Trump

Presidente francês pediu união do bloco após presidente dos Estados Unidos mostrar entusiasmo pelo Brexit

O Estado de S. Paulo

28 Janeiro 2017 | 15h05

O presidente francês, François Hollande, pediu neste sábado, 28, para que a União Europeia "responda" com "firmeza" ao norte-americano Donald Trump, que exaltou o Brexit como "algo maravilhoso".

"Quando há declarações do presidente dos Estados Unidos sobre a Europa e quando ele fala do Brexit como modelo para outros países, acredito que precisamos responder", afirmou Hollande durante uma reunião de cúpula dos países do mediterrâneo da União Europeia (UE).

Horas antes de falar com Trump por telefone, Hollande também criticou a recusa do presidente americano em acolher refugiados e "as medidas protecionistas que poderiam desestabilizar as economias". "A Europa está diante de uma teste decisivo", afirmou Hollande.

Na sexta-feira, 27, Trump mostrou seu entusiasmo pelo Brexit, que considerou como "algo maravilhoso" ao receber a primeira-ministra britânica, Theresa May. Ele também destacou "a relação especial" entre Washington e Londres.

O novo presidente norte-americano defende uma política protecionista que distancia os Estados Unidos de seu tradicional aliado europeu, por quem até agora mostrou pouco interesse.

A mudança radical no comando dos Estados Unidos e as próximas eleições na Holanda, França e Alemanha não estão na agenda da reunião em Lisboa, mas suas consequências imprevisíveis estão na mente de todos.

A União Europeia está "sozinha" desde a posse de Donald Trump, reconheceu na sexta-feira o presidente do bloco, Jeroen Dijsselbloem.

Assim como ocorreu na reunião de cúpula anterior em setembro, em Atenas, os sete países do sul da União Europeia debatiam neste sábado uma forma de liberar os entraves orçamentários europeus diante da ortodoxia alemã, além de discutir uma forma de favorecer uma "divisão mais justa" do "peso" dos refugiados.

Este encontro reuniu Portugal, França, Itália, Espanha, Grécia, Chipre e Malta e terminou com uma declaração comum que pedirá uma União Europeia "forte e unida" e o crescimento econômico no continente.

Com informações da AFP.

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