Funcionário da Cruz Vermelha é morto por disparo de morteiro em Donestk

Um funcionário suíço da Cruz Vermelha foi morto por uma bomba que caiu perto do escritório da organização internacional em Donetsk, cidade rebelde no leste da Ucrânia, nesta quinta-feira.

REUTERS

02 de outubro de 2014 | 18h20

Tanto os separatistas pró-russos como as forças do governo ucraniano se acusaram mutualmente pelo ataque que quebrou janelas e deixou estilhaços espalhados pelo local.

Uma testemunha da Reuters disse ter visto o corpo de um homem de meia idade estendido na entrada do prédio, perto de uma cratera no asfalto.

"Um dos nossos colegas, um cidadão suíço, foi morto em Donetsk, Ucrânia, quando a bomba caiu perto do nosso escritório. Estamos profundamente entristecidos com essa perda", afirmou o porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Ewan Watson, à Reuters.

O incidente traz um novo ponto de tensão no frágil cessar-fogo convocado pelo presidente ucraniano, Petro Poroshenko, que entrou em vigor em 5 de setembro.

Poroshenko disse na semana passada que o cessar-fogo estava em vigor. Mas a trégua tem perdido força nos últimos dias com o aumento dos combates ao redor do principal aeroporto internacional de Donetsk, de onde os separatistas estão tentando desalojar as forças do governo.

O chanceler ucraniano, Pavel Klimkin, culpou os separatistas pelo ataque desta quinta-feira. "Eu só tenho uma pergunta: será que os terroristas têm alguma ideia do que é a humanidade quando eles bombardeiam o escritório em Donestk do CICV, cujo único objetivo é ajudar as pessoas?", disse.

O líder rebelde Andrei Purgin disse que as forças do governo ucraniano alvejaram Donetsk constantemente e que o ataque teve origem em uma das áreas controladas por elas.

"O trabalhador da Cruz Vermelha foi morto por um foguete disparado de um lançador múltiplo de foguetes", disse ele à Reuters.

(Reportagem de Maria Tsvetkova, com reportagem adicional de Stephanie Nebehay, em Genebra; e de Thomas Grove, em Moscou)

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