Funcionário é suspenso por perder arquivos secretos britânicos

Documento esquecido em trem continha informações confidenciais da Al-Qaeda e da guerra do Iraque

Efe,

12 de junho de 2008 | 09h23

O funcionário britânico que esqueceu em um trem documentos secretos sobre o Iraque e a rede terrorista Al-Qaeda foi suspenso de suas funções, informou nesta quinta-feira, 12, o governo do Reino Unido. O homem, cuja identidade não foi divulgada, foi interrogado como parte de uma investigação interna, depois que os documentos perdidos foram achados na terça-feira, em um trem que fazia o trajeto entre Londres e o condado de Surrey (sul da Inglaterra).   Veja também:   Documentos britânicos sobre a Al-Qaeda são achados em trem   Aparentemente, a decisão de suspender o funcionário foi tomada no final da noite de quarta, depois que o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, soube do incidente. O funcionário trabalha para a unidade de Segurança e Inteligência do governo, e seu trabalho consiste em elaborar análises sobre determinadas situações de segurança, motivo pelo qual estava autorizado a tirar documentos de seu escritório, desde que seguisse estritas medidas de segurança.   O documento, que estava no interior de um envelope de cor laranja, foi achado há poucos dias por um cidadão que decidiu entregá-lo à cadeia BBC, que revelou a história. "O funcionário que perdeu os documentos foi suspenso de suas funções", indicou um porta-voz do governo.   O governo decidiu abrir uma investigação interna sobre o caso, e a Polícia Metropolitana de Londres também faz a sua. Os textos são altamente secretos, e por isso seu extravio tem conseqüências para a segurança nacional, segundo a BBC.   Os documentos incluem uma avaliação da situação de segurança no Iraque, encomendada pelo Ministério da Defesa, e outra do perfil atual da Al-Qaeda, solicitada pelo Ministério de Exteriores. Os papéis estão classificados como "UK Top Secret", e cada uma das sete páginas contém a advertência que só podem ser lidas pelas autoridades de Estados Unidos, Austrália e Canadá, segundo a BBC.   Aparentemente, os documentos não contêm nomes de pessoas ou locais que pudessem ser utilizados por grupos terroristas. No final de 2007, o governo já havia passado por um escândalo semelhante, após a perda de um disquete que continha nomes e números de contas bancárias de milhões de pessoas que recebem subsídio infantil. O disquete foi perdido após ter sido enviado por correio de um escritório do governo para outro.

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