Funcionários públicos britânicos fazem greve por aposentadoria

Professores, trabalhadores de hospitais e policiais de fronteira estavam entre os cerca de dois milhões de funcionários públicos que deixaram seus postos na Grã-Bretanha nesta quarta-feira, durante a maior greve no país dos últimos 30 anos.

STEFANO AMBROGI, REUTERS

30 de novembro de 2011 | 10h13

O protesto é contra reformas previdenciárias que, segundo os sindicatos, obrigarão os britânicos a trabalhar por mais tempo até que possam se aposentar e a pagar mais por benefícios que valerão menos.

A raiva da população foi alimentada pelo anúncio de novas restrições salariais e cortes adicionais de empregos na terça-feira, quando o governo de coalizão liderado por conservadores reduziu as previsões de crescimento econômico, dizendo que o duro programa de aperto fiscal durará até 2017.

O ministro das Finanças, George Osborne, condenou a greve, que deve provocar o fechamento da maioria das escolas na Inglaterra e no País de Gales, atrasar cirurgias em hospitais e causar atrasos em portos e aeroportos.

O governo diz que as reformas são necessárias porque as pessoas estão vivendo mais, tornando impossível custear as aposentadorias.

No aeroporto de Heathrow, em Londres, uma tenda, cadeiras e banheiros químicos foram colocados do lado de fora, como preparativo para o caso de haver grande aglomeração de pessoas. Porém, não havia atrasos de voos por ora.

Tudo o que sabemos sobre:
GRABRETANHAGREVE*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.