Luke MacGregor/Reuters
Luke MacGregor/Reuters

Fundador do WikiLeaks poderá recorrer à alta corte britânica

Autoridades suecas querem interrogar o australiano por acusações de estupro e assédio sexual

STEFANO AMBROGI, REUTERS

05 de dezembro de 2011 | 10h01

LONDRES - Juízes britânicos decidiram nesta segunda-feira, 5, que Julian Assange, fundador do site de denúncias WikiLeaks, pode levar sua batalha contra a extradição à Suécia para a Suprema Corte da Grã-Bretanha.

Autoridades suecas querem interrogar o australiano, de 40 anos, por acusações de estupro e assédio sexual feitas por duas ex-voluntárias do WikiLeaks, em agosto de 2010.

Assange, que tem vivido na Grã-Bretanha desde que foi detido em dezembro do ano passado, nega as acusações.

Ele agora tem 14 dias para apresentar formalmente o recurso, o que significa que sua permanência na Grã-Bretanha deve se estender até 2012.

Assange passou nove dias na prisão de Wandsworth, em Londres, depois de ser detido no ano passado. Ele foi libertado uma semana antes do Natal sob fiança e, desde então, tem vivido na casa de campo de um simpatizante rico no leste da Inglaterra.

Sua detenção ocorreu pouco depois que o WikiLeaks publicou milhares de documentos diplomáticos dos EUA revelando visões comprometedoras dos líderes mundiais e avaliações críticas das ameaças à segurança.

Assange diz que as alegações têm motivações políticas.

Ele foi derrotado em sua última tentativa de evitar a extradição à Suécia em 2 de novembro ,depois que juízes do Superior Tribunal confirmaram uma decisão judicial anterior.

Em 2010, o WikiLeaks divulgou 391.832 documentos secretos sobre a guerra no Iraque e 77 mil documentos confidenciais do Pentágono sobre o conflito no Afeganistão. A organização também revelou cerca de 250 mil documentos individuais, de comunicação diária entre o Departamento de Estado norte-americano e mais de 270 de seus postos diplomáticos pelo mundo.

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