G-8 não pedirá sanções ao Irã e condenará Pyongyang por teste

Negociação com Teerã provoca divergência no grupo, que não deve fazer comunicado conjuntos sobre eleição

08 de julho de 2009 | 12h21

Durante reunião sobre as ameaças à segurança global, os líderes do G-8 evitarão pedir novas sanções contra o Irã pela repressão aos protestos que atingiram o país depois da eleição presidencial do dia 12. A França havia pedido novas sanções, mas a Rússia rejeitou a ideia e não ficou claro se a Alemanha e a Itália, países que têm importantes vínculos econômicos com Teerã, estariam dispostas a apoiá-las. Ao mesmo tempo, há previsão de que o G-8 emita nesta quarta-feira, 8, uma forte condenação ao teste nuclear realizado pela Coreia do Norte no mês passado.

 

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Teerã reprimiu com violência protestos após a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, no dia 12 de junho. O premiê italiano, Silvio Berlusconi, disse na terça-feira que os países ricos deveriam seguir o caminho do diálogo com o Irã. Mas como a questão provoca divergências entre os membros do grupo, não deve haver um comunicado conjunto sobre a questão. "É uma negociação em processo", disse o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs. O porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Japão, Kazuo Kodama, disse que nenhuma nova decisão deve ser tomada na reunião.

 

O ministro italiano de Relações Exteriores, Franco Frattini, assegurou nesta quarta que os testes nucleares realizados pela Coreia do Norte devem ser interrompidos e que a cúpula emitirá "uma forte mensagem de condenação" contra Pyongyang.  O chanceler mostrou confiança de que, no encontro em Áquila, será dado "um grande passo adiante" sobre a não-proliferação de armas nucleares.

 

O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, declarou que o principal objetivo de seu país na Cúpula de líderes do G8 (que reúne os sete países mais industrializados e a Rússia) é conseguir que os governantes condenem o programa nuclear desenvolvido pela Coreia do Norte. "Entendo que os Estados Unidos e a Europa têm um interesse muito forte pelo Irã e seu programa nuclear, algo que também é compartilhado por nós. Mas não se pode esquecer que o Irã ainda não tem ogivas nucleares, enquanto a Coreia do Norte já realizou dois testes atômicos", destacou Aso.

 

O chefe de governo do Japão reforçou que para seu país "é fundamental que o G8 condene sem meios termos esta grave ameaça que incide sobre o mundo todo". Nas últimas semanas, a Coreia do Norte tem realizado testes com mísseis de curto alcance. Somente no último sábado, o país realizou sete deles.

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