Reprodução Facebook
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Garoto de 7 anos é confirmado entre as vítimas do atentado em Barcelona

Antes dado como desaparecido, Julian Cadman, de nacionalidade britânica e australiana, foi identificado pelo pai como um dos mortos no ataque terrorista nas Ramblas

O Estado de S.Paulo

20 Agosto 2017 | 12h48

BARCELONA - Autoridades espanholas confirmaram neste domingo, 20, que o garoto Julian Cadman, de 7 anos, que havia desaparecido durante o ataque terrorista em Barcelona, está na lista de mortos do atentado. Com o menino, já são 12 as vítimas identificadas, restando apenas a confirmação do nome de outras duas pessoas.

 Julian, que tinha cidadania britânica e australiana, estava de férias em Barcelona com a mãe, Jom Cadman. No momento em que um dos terroristas usou um furgão para atropelar os pedestres em Las Ramblas, os dois se perderam e o garoto foi considerado como desaparecido.

Neste sábado, 19, no entanto, citando uma fonte policial, o jornal El País disse que Julian estava desde o princípio na lista de mortos e feridos. A publicação não conseguiu, porém, informações sobre seu estado de saúde. Já o diário El Mundo afirmou que o menino estava em um hospital de Barcelona e nunca foi considerado desaparecido.

O pai de Julian chegou no sábado da Austrália e, acompanhado por psicólogos e outros profissionais de apoio emocional, se dirigiu ao Instituto Médico Legal da Ciudad de la Justicia, em L'Hospitalet de Llobregat, em Barcelona, para identificar seu filho.

Após a confirmação pelos espanhóis da morte de Julian, o governo britânico publicou uma mensagem da família. "Julian era um membro muito querido e adorado da família. Enquanto desfrutava da visita a Barcelona com sua mãe, ele nos foi tristemente arrebatado. Tinha muita energia, era divertido e travesso, sempre nos fazia sorrir. Nos sentimos abençoados por tê-lo tido em nossas vidas", disse a família, que também expressou gratidão "a todos aqueles que nos ajudaram a buscar Julian". 

Através de sua conta no Twitter, o ministro britânico de Assunto Exteriores, Boris Johnson, enviou suas "mais sinceras condolências" à família do garoto e considerou sua morte "uma tragédia" no ataque terrorista. 

"O ministério, nossos colegas australianos e as autoridades espanholas continuam fazendo todo o possível para apoiar a família de Julian neste momento profundamente angustiante", completou Johnson. 

 

O Departamento de Relações Exteriores da Austrália também lamentou a fatalidade. Em nota oficial, o governo se disse "profundamente triste" em confirmar a morte de Julian. "Continuamos em contato com a família, que pediu privacidade neste momento difícil e angustiante e solicitamos que a imprensa respeite o desejo deles", declarou. 

"O governo australiano continuará a providenciar assistência consular para aqueles que foram atingidos pelos ataques e aos seus parentes", completou o departamento. / EFE E AFP

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