Geórgia diz que acusação russa de invenção é 'absurda'

Russos afirmam que país inventou ter achado um míssil russo que não explodiu em seu território

Efe,

22 de agosto de 2007 | 21h03

O representante da Geórgia na ONU, Irakli Alasania, qualificou nesta quarta-feira, 22, de "absurda" a acusação da Rússia de que seu país inventou o achado, em seu território, de um míssil russo que não explodiu, com o intuito de agravar as relações com Moscou.   Alasania assegurou, durante uma entrevista coletiva, que a versão dos fatos proporcionada por seu país foi avalizada por um grupo de analistas independentes, que corroborou que o míssil foi lançado por um avião russo que violou o espaço aéreo georgiano.   "Fizeram-no porque queriam intimidar a Geórgia, colocar a toda prova nossas defesas e fazer uma demonstração de quem é poderoso nesta região", disse.   A autoridade georgiana acusou a Rússia de continuar violando a soberania de seu país com incursões em seu espaço aéreo, a última das quais, assegurou, aconteceu na terça-feira.   As declarações do diplomata georgiano são uma resposta ao relatório apresentado na terça-feira pelo embaixador da Rússia diante das Nações Unidas, Vitaly Churkin, no qual ofereceu a versão de Moscou sobre o ocorrido no dia 6 de agosto.   Churkin assegurou que a conclusão da equipe de especialistas russa que viajou para Tbilisi mostra que o míssil encontrado nas imediações da aldeia de Tsitelubani foi colocado ali de propósito para provocar um incidente entre os dois países.   Alasania se referiu às conclusões do grupo de sete especialistas da Suécia, Lituânia, Letônia e Estados Unidos que ratificou a versão georgiana de que o míssil era de fabricação russa e foi disparado por um avião procedente de território russo que violou em três ocasiões o espaço aéreo da Geórgia.   "A única resposta da Rússia foi colocar em dúvida a credibilidade e a independência destes especialistas", sustentou.   Sobre o argumento russo de que o míssil encontrado continha partes ocidentais, Alasania disse que seus técnicos consideram que correspondem a chips agregados ao projétil para que possam identificar antigos radares soviéticos, como os usados pela Geórgia.   Assegurou que fotografias do míssil mostram claramente que é de fabricação russa e seu número de série, embora essas partes tenham ficado posteriormente irreconhecíveis quando sua carga explosiva foi detonada.   Alasania considerou que o Conselho de Segurança da ONU voltará a abordar o tema uma vez tenham mais informação sobre o que aconteceu, apesar da oposição russa a que se discuta de novo.

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