Geórgia diz que irá recuperar Exército e controle das províncias

Líder georgiano afirma que continuará esforços para manter todo o país sob uma mesma bandeira

The New York Times,

24 de agosto de 2008 | 21h13

O presidente georgiano Mikheil Saakashvili declarou neste domingo, 24, que planeja recuperar seu Exército e que mesmo após a decisiva derrota no confronto para tomar o controle de uma província separatista, continuará seus esforços para manter toda Geórgia sob uma mesma bandeira. "Continuarei o mesmo", disse o chefe de Estado, levando adiante sua ambição de controlar as duas regiões separatistas - Ossétia do Sul e Abkházia.  Veja também:UE vai debater a situação da GeórgiaOuça o relato de Lourival Sant'Anna  Imagens feitas direto de Gori, na Geórgia  Godoy e Cristiano Dias comentam conflito  Entenda o conflito separatista na Geórgia Ainda neste domingo, a França convocou uma cúpula de emergência com os países membros da União Européia (UE) para discutir o "futuro das relações com a Rússia" e a ajuda à Geórgia. A reunião aparece como resposta ao descumprimento russo aos termos do cessar-fogo proposto pelo presidente francês Nicolas Sarkozy, negociado entre Moscou e Tbilisi. No porto georgiano de Poti, no Mar Negro, chegou neste domingo o primeiro navio americano de ajuda humanitária.  Em uma entrevista no seu gabinete, Saakashvili afirmou que a Geórgia ganhou aliados e começará uma campanha de reconstrução. Ele prevê que o apoio americano continue, e destacou que falou por telefone com o candidato republicano à Casa Branca, John McCain, além de estar em contato com Joe Biden, vice-candidato democrata à Presidência. O presidente georgiano revelou ainda que a administração Bush não expressou nenhuma crítica a ordem que ele deu na noite de 7 de agosto para atacar Tskhinvali, capital de Ossétia do Sul. O Kremlin retrata Saakashvili como alguém perigoso. Sentado em seu escritório enquanto discute os efeitos da guerra - dezenas de milhares de refugiados, perdas nas forças armadas e infra-estrutura e crescimento do sentimento separatista nas províncias - o líder georgiano parece preparado a retomar as políticas que provocaram o conflito com a Rússia. Saakashvili também disse que tomou a decisão de não continuar a lutar com a Rússia durante a invasão do território georgiano. "Nós temos uma escolha. Poderíamos tornar esse país uma Chechênia - temos pessoas e equipamento para isso - ou não fazer nada e continuar como um moderno Estado europeu", concluiu.

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