Geórgia pede intervenção russa para evitar 'resistência inútil'

Após ataque, ministro georgiano diz que região separatista da Ossétia do Sul está praticamente controlada

Efe,

08 de agosto de 2008 | 04h50

O ministro georgiano da Reintegração, Temur Yakubashvili, fez um apelo nesta sexta-feira, 8, à Rússia para que exerça "de verdade" o papel de pacificadora na Ossétia do Sul com o objetivo de evitar a "resistência inútil" das forças separatistas. Veja também:Geórgia decreta mobilização e denuncia bombardeios russosBombardeio da Geórgia mata 15 em TskhinvaliGeórgia diz que tropas manterão ações para restabelecer a paz Segundo o ministro, as tropas georgianas já controlam "praticamente todo o território" da região separatista, exceto o povoado de Java e a capital, Tskhinvali, onde ainda ocorrem combates. "Apostamos que muito em breve" a Geórgia recuperará o controle de todo o território da Ossétia do Sul, completou. "Por isso digo que a resistência é inútil, só leva a mais vítimas e destruições. Acho que a Federação Russa deve intervir como verdadeiro pacificador, e a Rússia pode fazê-lo", acrescentou. O líder separatista Eduard Kokoiti afirmou nesta sexta-feira que suas tropas controlam Tskhinvali, a capital da autoproclamada república, bombardeada durante esta manhã por aviões da Geórgia. "Controlamos totalmente nossa capital. Os combates ocorrem nos arredores da cidade", disse Kokoiti. O presidente da república russa da Ossétia do Norte, Teimuraz Mamsurov, que conseguiu chegar a Tskhinvali apesar de o comboio em que se encontrava ter sido bombardeado, disse que "a situação é controlável". "Estamos juntos e juntos organizaremos a defesa", disse Mamsurov à agência Interfax.

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