Gorbachev defende desarmamento de potências nucleares

Ex-presidente da URSS diz que arsenal russo e dos EUA torna difícil que outras nações colaborem com a medida

Efe,

06 de outubro de 2009 | 07h48

O ex-presidente da União Soviética Mikhail Gorbachev defendeu na segunda-feira, 5, a revitalização do processo de desarmamento nuclear no mundo e que as grandes potências devem dar exemplo.

 

"Entre os grandes perigos do mundo atual estão as armas nucleares. É preocupante pensar que se caírem em mãos de terroristas podemos ter um desfecho terrível", disse Gorbachev, quem assinou há mais de 20 anos com o colega dos Estados Unidos Ronald Reagan o tratado Start de redução de armas estratégicas.

 

"Os arsenais da Rússia e dos EUA seguem superando os demais países nucleares juntos, o que torna difícil outras nações se comprometerem com o desarmamento", disse Gorbachev, em uma conferência pública nesta segunda-feira na sede da ONU em Genebra.

 

Parte do público perguntou ao ex-dirigente da URSS sobre a queda do Muro de Berlim, em que teve participação ativa há 20 anos: "isso foi mais que um processo de desarmamento. O Muro de Berlim não só dividia essa cidade e o país, mas o mundo todo".

 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, introduziu a conferência de Gorbachev, ao que qualificou de visionário e gigante no esforço global por conseguir um mundo livre de armas nucleares.

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