Gordon Brown convocará eleições no Reino Unido nesta terça-feira

Fontes do Partido Trabalhista confirmaram que premiê pedirá dissolução do Parlamento à Rainha Elizabeth

Reuters e Efe

05 de abril de 2010 | 18h24

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, convocará nesta terça-feira, 6, eleições gerais para o próximo dia 6 de maio, confirmaram nesta segunda fontes do Partido Trabalhista.

 

 

Como estava previsto, o premiê britânico se reunirá na terça com a rainha Elizabeth II no Palácio de Buckingham para pedir a dissolução do Parlamento. Após isso, Brown deverá convocar eleições e iniciar de forma oficial a campanha eleitoral.

 

 

Brown deve pedir que o Parlamento seja dissolvido em 13 de abril, para que haja tempo para a conclusão de matérias essenciais, acrescentou uma fonte.  

 

A partir de amanhã o líder trabalhista já estará totalmente envolvido na campanha, que se apoiará no contato direto com os eleitores.

Pesquisas de opinião sugerem que o Partido Trabalhista, no poder desde 1997, poderá perder a eleição para a oposição conservadora, mas analistas dizem que a votação poderá ir para ambos os caminhos ou até resultar num raro governo de minoria.

O anúncio chega após meses de especulação e dará início ao que será uma das batalhas eleitorais mais duras no Reino Unido nos últimos anos.

 

As fontes que confirmaram a intenção de Brown disseram ainda que, apesar de os trabalhistas não se verem como favoritos, contam com "determinação" para ganhar.

 

Pesquisa

 

De acordo com uma pesquisa do ICM para a edição de terça do jornal The Guardian, o Partido Conservador está somente quatro pontos percentuais atrás dos conservadores, e poderia permanecer como maior grupo político do Parlamento.

 

Segundo a sondagem, o Partido Conservador têm 37% das intenções de voto, enquanto os trabalhistas têm 33% da preferência dos eleitores, e uma pequena oposição de liberais democratas tem 21%.

 

A brecha entre os dois principais partidos britânicos foi a menor em pesquisas da ICM em um período de quase dois anos.

 

Se as projeções forem constantes por todo o país, os trabalhistas poderiam se situar como a maior força política do Parlamento de 650 cadeiras, mas ficariam a 30 postos de alcançar uma maioria absoluta, segundo a edição online do The Guardian.

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