Governo belga renuncia em plenário por crise sobre caso Fortis

Equipe do premiê Yves Leterme é acusada de tentar convencer justiça a não interferir em operações de banco

Agência Estado e Associated Press,

19 de dezembro de 2008 | 15h19

O primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme, propôs a renúncia de seu governo nesta sexta-feira, 19, em meio a acusações de que o governo tentou convencer oficiais de justiça a não interferirem na separação das operações do banco Fortis. "O primeiro-ministro propôs a renúncia de seu governo", disse o porta-voz Peter Poulussen. Uma reunião emergencial de gabinete foi convocada. Pouco depois, a proposta foi aceita, confirmou o porta-voz do Rei Alberto II   Mais cedo, o ministro da Justiça da Bélgica, Jo Vandeurzen, havia apresentado sua renúncia ao cargo, de acordo com meios de comunicação do país. O presidente da Suprema Corte belga, Ghislan Londers, afirmou que, depois de inquérito preliminar, descobriu "fortes indícios" mas nenhuma prova legal de que o governo teria tentado influenciar um tribunal de apelação.   "Tendo em vista os meios limitados disponíveis para o inquérito, eu não consegui encontrar nenhum prova, no sentido legal do termo, de influência política sobre a magistratura", disse Londers. "Mas há sem dúvida fortes indícios nesse sentido", disse o juiz, em "nota detalhada" ao Parlamento.   O governo belga está envolvido numa complexa batalha jurídica com acionistas minoritários do Fortis sobre a venda de seus ativos na Bélgica para o francês BNP Paribas.  

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