Governo francês anuncia prisão de novo líder do ETA

Três membros do grupo separatista basco foram detidos no país, entre eles 'Balak', sucessor de 'Txeroki'

Reuters e AP,

08 de dezembro de 2008 | 16h42

A França anunciou nesta segunda-feira, 8, a prisão de três membros do grupo separatista basco ETA, incluindo um homem que é apontado como novo líder militar da organização. "A ministra do Interior Michele Alliot-Marie parabeniza a polícia pela prisão, próximo a Bagneres-de-Bigorre, de três membros da organização terrorista basca ETA, incluindo um que já foi identificado como 'Balak', que presume-se que seja o sucessor de 'Txeroki'", informou o Ministério do Interior francês em comunicado. Garikoitz Aspiazu Rubina, conhecido como "Txeroki", foi preso na França em novembro.       'Balak', Zarrabeitia e Borrero, em imagens de arquivo. Efe   Os outros dois supostos integrantes do grupo presos são Eneko Zarrabeitia e Asier Borrero, segundo a imprensa francesa, que especificou que as detenções ocorreram por volta de 18h (15h de Brasília). Em nota, a ministra francesa expressou grande satisfação "com estas novas detenções que demonstram, mais uma vez, o firme compromisso dos serviços da polícia e da Gendarmaria francesas na luta contra o terrorismo basco."   As prisões aconteceram após o atentado fatal em 3 de dezembro a um empresário de 71 anos na cidade basca de Azpeitia, pelo qual o governo espanhol responsabiliza o ETA. Autoridades espanholas disseram que o grupo foi reduzido a um número relativamente pequeno de militantes. No entanto, eles continuam promovendo ataques a bomba regularmente.   O ETA é considerado uma organização terrorista pela União Européia e pelos Estados Unidos. Começou a luta armada em 1968, exigindo um país basco independente no norte da Espanha e sudoeste da França. Desde então matou mais de 800 pessoas, na maioria em território espanhol.   O grupo declarou um cessar-fogo unilateral em março de 2006 e começou negociações de paz com o governo do primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero. Porém, não houve acordo e em dezembro de 2006 o ETA detonou um carro-bomba no aeroporto de Barajas, em Madri, matando duas pessoas

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