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Governo interino fracassa, e Itália deve ter eleição antecipada

O presidente do Senado italiano, FrancoMarini, desistiu na segunda-feira de formar um governoprovisório, e dessa forma a convocação de eleições antecipadasé a única alternativa que resta para preencher o vácuo políticodeixado pela renúncia do primeiro-ministro Romano Prodi. Marini recebeu um pedido do presidente Giorgio Napolitanopara formar um governo provisório e pluripartidário querealizasse uma reforma eleitoral da Itália. Mas ele disse quenão houve apoio dos partidos para isso. "Não pude encontrar uma maioria significativa para umareforma eleitoral", disse Marini a jornalistas ao deixar ogabinete de Napolitano. Assim, Napolitano fica praticamente sem opção senãodissolver o Parlamento e convocar uma eleição geral,provavelmente até meados de abril. Era isso que queria o líder conservador Silvio Berlusconi,apontado pelas pesquisas como favorito para chefiar o governoitaliano pela terceira vez. "Esperamos --e achamos que isso vai acontecer-- que o chefede Estado convoque eleições imediatamente, porque o paísprecisa rapidamente de um governo eficiente para resolver seusgraves problemas", disse Berlusconi, de 71 anos, após se reunirna segunda-feira com Marini. Teoricamente, Napolitano ainda poderia pedir que Marini ououtro político tente novamente formar o governo provisório, masisso é improvável diante da insistência do bloco decentro-direita, liderado por Bersluconi, para que haja eleiçõesimediatas. O 61o gabinete italiano desde o fim da Segunda Guerra caiuem janeiro, quando Prodi perdeu a maioria no Senado e foiposteriormente derrotado num voto de confiança. Walter Veltroni, prefeito de Roma e sucessor de Prodi comolíder do bloco de centro-esquerda, torcia por um adiamento naseleições, o que talvez lhe permitisse chegar ao pleito com maiscondições de derrotar Berlusconi. "Acho que corre o risco de ser uma oportunidade perdidapara a política italiana, apressando-se para eleições com umalei distorcida", afirmou Veltroni.

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