Governo italiano obtém voto de confiança após crise partidária

O governo tecnocrata italiano obteve na quinta-feira um voto de confiança para medidas destinadas a reduzir a burocracia, confirmando que o primeiro-ministro Mario Monti ainda controla uma maioria confortável, apesar da crise entre os partidos que o apoiam.

GAVIN JONES, REUTERS

08 de março de 2012 | 18h09

O chamado "decreto da simplificação" teve o aval de 479 deputados, com 75 votos contrários. O objetivo do pacote é desburocratizar atos como mudança de domicílio, obtenção de documentos e criação de empresas.

O projeto agora segue para o Senado, onde deve ser aprovado até o final de março.

Esse é o décimo voto de confiança que Monti recebe desde sua posse, há quatro meses. A ampla margem da votação lhe dá segurança para continuar governando apesar da crise na coalizão.

Na quarta-feira, o secretário-geral do partido Povo da Liberdade, do ex-premiê Silvio Berlusconi, retirou-se de uma reunião com Monti e com os demais partidos da coalizão em protesto contra reformas do Judiciário e da emissora pública RAI, que o premiê desejava discutir.

Partidos de centro-esquerda disseram que isso mostra que Berlusconi não se dispõe a apoiar Monti quando seus interesses privados estão em jogo. O ex-premiê é dono da rede de TV Mediaset, concorrente da RAI, e enfrenta diversos processos judiciais.

Nos últimos meses, os partidos italianos vinham deixando suas diferenças de lado em nome da necessidade de tirar a Itália da sua delicada situação financeira.

(Reportagem adicional de Giuseppe Fonte e Paolo Biondi)

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