Grã-Bretanha acusa Argentina de 'acossar' Malvinas

A Grã-Bretanha acusou a Argentina de tentar intimidar os habitantes das Ilhas Malvinas na sexta-feira, depois que o governo argentino afirmou que entraria com ações contra as empresas envolvidas com exploração de petróleo nas águas do território.

ADRIAN CROFT, REUTERS

16 de março de 2012 | 16h32

As tensões entre Grã-Bretanha e Argentina aumentam à medida que se aproxima o 30o aniversário da invasão argentina das Malvinas (Falklands, para os ingleses) -- repelida por uma força-tarefa britânica depois de um conflito de dez semanas que causou a morte de 650 argentinos e 255 soldados britânicos.

A descoberta de petróleo na costa das ilhas - que os analistas estimam que poderia trazer 167 bilhões de dólares em impostos e royalties no melhor cenário - aumentou o interesse pela região.

A Argentina disse na quinta-feira que entrará com processo contra qualquer companhia que esteja envolvida na exploração de petróleo na costa, na tentativa de pressionar a Grã-Bretanha a dialogar sobre a soberania do território.

Uma porta-voz do primeiro-ministro britânico, David Cameron, classificou a medida argentina de "lamentável" e o Ministério das Relações Exteriores disse que as Malvinas podem explorar os recursos de petróleo sem interferência.

"De acossar as remessas para as Malvinas até ameaçar as ligações pelo ar dos ilhéus com o Chile, os esforços da Argentina para intimidar as Malvinas são ilegais, inconvenientes e totalmente contraproducentes", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

O ministério trabalhará com todas as companhias afetadas para limitar o impacto das ações judiciais da Argentina, afirmou ela.

O governo britânico recusa-se a iniciar um diálogo sobre a soberania das Malvinas, a menos que os 3.000 habitantes das ilhas peçam por isso, algo que eles não têm mostrado sinais de que farão.

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