Grã-Bretanha acusa Argentina de 'colonialismo' nas Malvinas

A Grã-Bretanha acusou nesta quarta-feira a Argentina de "colonialismo" ao reivindicar a posse das ilhas Malvinas (ou Falklands), motivo de uma guerra entre os dois países há 30 anos.

MICHAEL HOLDEN, REUTERS

18 de janeiro de 2012 | 18h18

As ilhas ficam no Atlântico Sul e estão sob controle britânico. Um dia depois de o Conselho de Segurança Nacional discutir a defesa do arquipélago, o primeiro-ministro David Cameron afirmou ao Parlamento que a Grã-Bretanha está comprometida em defender as ilhas e que seus habitantes devem ter o direito a decidir a própria nacionalidade.

"O que os argentinos têm dito recentemente eu argumentaria que é na verdade bem mais colonialismo, porque as pessoas querem permanecer britânicas, e os argentinos querem que eles façam outra coisa."

Em junho do ano passado, a presidente argentina, Cristina Kirchner, qualificou a Grã-Bretanha como uma "crassa potência colonial em declínio" por se recusar a entregar a posse das Malvinas.

Autoridades argentinas responderam com rapidez aos comentários de Cameron nesta quarta-feira. "É totalmente ofensivo", afirmou o ministro do Interior, Florencio Randazzo, enquanto o chanceler Hector Timerman descreveu a Grã-Bretanha como "sinônimo de colonialismo".

As Malvinas ficam a menos de 500 quilômetros da costa argentina, mas são controladas por Londres desde 1833. Em 1982, o regime militar argentino da época tentou conquistar o território, dando início a uma guerra de dois meses, que matou 255 britânicos e cerca de 650 argentinos.

(Reportagem adicional de Adrian Croft)

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